Midiática / Apresentação de fluxos e processos interligados de criação

Midiática nasce de um desafio: desenvolver um suporte expositivo no espaço público dedicado à fotografia, às artes e experimentações digitais. 

Entre as equipes que lideraram esta proposta, coletivos de fotografia, programadores, educadores e cenógrafos tinham como objetivo revelar, lançar luz sobre processos artísticos e técnicos consonantes com as atuais abordagens advindas da cultura digital ou da sociedade da informação. 

Como um acontecimento, a estréia desta plataforma ocorreu no Vale do Anhangabaú – SP, durante a Virada Cultural de 2014. O suporte físico e midiático de 13 por 3 metros, construído com placas de led de alta resolução trouxe à tona uma alternativa de apresentação: modelo de exposição de obras artísticas e interação com o grande público do evento. 


Obra Processo, Obra Ateliê, Obra Laboratório, Obra Instalação, Obra midiática

Como pensar em suportes tecnológicos para a artes digitais que reúnam nela mesma as dimensões do processo, da produção e da exposição e por quê não, a dimensão educativa e lúdica das artes e cultura? Como romper com a idéia de obra única e acabada, de 
formato expositivo que não pode ser tocada, que possa dialogar com grandes públicos e ao mesmo tempo trazer a possibilidade da contemplação, de observação e contato mais lento, próximo e apurado com obras e processos artísticos de criação? 


A fotografia - O acesso físico ao conteúdo / O espaço público - O contato, A interação 

O registro afetivo e de real aproximação com o público alvo, faz da fotografia o carro chefe deste projeto. 

Entendemos que a linguagem fotográfica - ainda pouco explorada em grandes suportes digitais - pertencente à era digital e da informação, é dotada de temporalidade única em comparação com outros modelos artísticos  de produção. 

Somado a isso, o despertar de possibilidades de ressignificação da obra X seu meio e tempo, somado ao incentivo e convite à aproximação e interação com o público associados à nossa capacidade de contemplação sobre a obra exposta, foge do desfrute do excesso - tom de muitas das artes digitais produzidas atualmente - da velocidade, da interatividade e do movimento.


A INTERVENÇÃO NA VIRADA CULTURAL 2014

O formato pensado para a Virada de 2014 reuniu quatro núcleos que cruzam áreas e conhecimentos técnicos com diferentes linguagens: um grupo de fotografia (Churrasco Grego) , programadores (ZoomB), educadores (Lab.E), e cenógrafos (Leo Ceolin Estúdio). 

Sobre a própria obra, estavam representados e expostos o processo, a produção e a fotografia entre outras linguagens  que reúnem a arte e a tecnologia como meio de apresentação.

A notoriedade da obra transformou-se inclusive num grande lugar de encontro, de registros afetivos dos participantes da Virada, de exposição de ensaios fotográficos sobre o público do evento; um olhar multi presencial daquilo que acontece ao vivo, em site specific.