Leo Ceolin

O designer e cenógrafo, se formou em Buenos Aires pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Começou seu trabalho de designer aos 16 anos, atuando como serralheiro na empresa metalúrgica de seu pai, onde aprendeu e utilizou diversas técnicas de corte, dobra, prensa, solda, pintura e ensamblagem. Já formado, sai da empresa familiar para atuar no mercado, criando mobiliário e objetos para lojas de roupa e marcas de design – nesse período  conheceu o escultor Ricardo Marcenaro com quem aprende a técnica de esculpir em madeira com o uso de motosserra e desenvolveu junto com este peças únicas de mobiliário com uma abordagem escultórica.

Chegou ao Brasil em 2001 e participa do grupo Notech Design, formado no MUBE durante oficina com os irmãos Fernando e Humberto Campana. Trabalha com o grupo, participando de algumas exposições dentro e fora do Brasil.

Entre 2006 e 2013, criou junto a Carlos Pedreañez e Flávio Lima o grupo La Tintota, realizando trabalhos em diferentes formatos e tecnologias, investigando as relações entre os suportes digitais e analógicos, criando projetos cujo foco é a poética do espaço. 

E em 2014, iniciou o Leo Ceolin Estúdio, um projeto pessoal que traz como repertório toda essas experiências e as parcerias de todos esses anos.

No Brasil trabalhou com artistas como, Denise Stocklos, Maria Bonomi e Jorge Garcia, André Guerreiro Lopes e o Coletivo  BIjari entre outro.  Recebeu prêmios de cenografia, tendo seu trabalho requisitado pelo Balé da Cidade de São Paulo e pelo Festival Internacional de Ópera de Manaus.

Entre os principais projetos de cenografia desenvolvidos no Brasil, destacam-se: El Fiord  para o festival de nova ópera do Centro experimental do Teatro Colon. For Sale e Hertz e máquina de amnésia com o coreógrafo e performer Fernando Martins. As cenografias Fio da meada___ e Árvore do esquecimento para a temporada Brasileiros do Balé da cidade de São Paulo.  O livro da grande desordem e da Infinita Coerência com direção de André Guerreiro Lopes, nos Sesc Ipiranga e Santana, e The Living Room, adaptação da Ocupação Workcenter de Jerzy Grotowski e Thomas Richards no Sesc Consolação, realizados em 2013. Na Dança Contemporânea, mantém desde 2009, uma parceria com o coreógrafo Jorge Garcia, com quem realizou os espetáculos O Mesmo Lugar de Sempre, Área Reescrita, Caixa de Vidro, T.A.T.O (tecidos aberto x tensões opostas) para o Balé da Cidade. No teatro lírico, participou como cenógrafo do Festival de Ópera de Manaus desde 2009, nas montagens Sansão e Dalila, Tristão e Isolda e Lulu, esta última com direção cênica de Gustavo Tambacio recebendo o Prêmio Concerto de 2012, de melhor espetáculo. No Teatro São Pedro,  realizou Rigoletto,  em 2010, com Livia Sabag na direção cênica. Com Roberto Lage, fez Cachorro, uma ceno-instalação indicada ao prêmio Shell 2006.  Trabalhou no atelier Maria Bonomi, em 2005, realizando cenários e as instalações da arte pública Epopéia Paulista e Etnias. Entre 2002 e 2004, trabalhou com Denise Stoklos, nos espetáculos Calendário da Pedra e Olhos recém-nascidos