Tem uma passagem no livro que diz: 

"Não perdoando nenhum vazio, convertendo cada eventual vazio no ponto nodal de todas as forças contrárias em tensão."

Esta frase me trouxe a ideia/imagem de ponto nodal e torção....
 
Uma torção real, e não uma disposição de elementos tortos, ou seja, a plataforma precisava girar e provocar o estrangulamento das cordas em tensão. Desta maneira o espaço é performativo, finalmente a plataforma faz um giro de 180˚ durante o espetáculo, define o ponto de virada da história.
 
A proposta de fazer uma plataforma tem dois propósitos: O primeiro é que o mecanismo de giro fique escondido por debaixo e o segundo é a ideia de suspensão, as cordas além de desenhar o espaço em torção, se estendem até o urdimento sugerem uma espécie de limbo pendurado de algum lugar. 
 
 
FICHA TÉCNICA 
EL FIORD 
 
Ópera de câmara baseada na novela homónima de Osvaldo Lamborghini 
  
Música: Diego Tedesco
Roteiro: Ignácio bartolone
Direção musical: Juan Martín miceli
Direção cênica: Silvio Lang
Cenografia: Léo Ceolin
Iluminação: David Seldes
Figurino e direção de arte: Endi Ruiz
Coreografia: Alina Folini
Preparação musical: Diego Ruiz
Assistência de direção: Federico Grinbank
Assistência de cenografia: Andrea Desojo
Assistência de iluminação: Facundo David
Assistência de figurino: Emiliana de Cristofaro
Realização de figurino: Emanuel Medina, Paula Guidi, Jorge Orlando y Laura Penas
Realização de cenografia: Taller 793
Produção: Luciana Rico

Intérpretes:
El loco Rodríguez / Víctor Torres (barítono)
El negro / Hernán Franco
Sebas / Julián Cabrera
Carla greta Terón / Sol Fernández López
Alcira Fafó / Florencia Bergallo
Atílio Tancredo Vacán / Eddy García
La mujer del fiord / Johanna Pizani (soprano)