A instalação “Das coisas quebradas”, 2012, trata do fluxo de comunicação que nos rodeia e de sua potencial transformação em dejetos. Somos usuários de um sistema em teste contínuo, que jamais estará pronto. Utilizamos hardwares disfuncionais e nos deixamos regular por redes que cada vez mais avançam sobre nossas vidas. A onipresença da comunicação aumenta e passamos a ser agentes, operadores e reféns desse fluxo. “Das coisas quebradas” é uma máquina autônoma, que toma suas decisões a partir da intensidade dos campos eletromagnéticos que pairam sobre nós. É a simulação física de um mecanismo contínuo, que opera entre as redes e o mundo real, onde a autonomia eventualmente caduca, os princípios se mostram obsoletos e percebemos que estamos na era da Internet das coisas quebradas.
 
 
Ficha técnica:
Das coisas quebradas, agosto 2012
Máquina de consolidação de obsolescência a partir de campos eletromagnéticos)
 
 
Concepção: Lucas Bambozzi
Desenvolvimento tecnológico: Radamés Ajna
Design da máquina , montagem e mecânica: Leonardo Ceolin
Apoio técnico: Guima San
Assistência e produção: Luciana Tognon
 
 
Projeto comissionado pela Mostra 
3M de Arte Digital