É uma instalação que aborda a temática do HIV/AIDS. Tem como intenção diluir fronteiras entre o físico e o social, integrando dois tipos de espaço: o espaço da obra e o espaço real, amplificando assim a questão entre a arte, o HIV/AIDS e a vida.

Propor um penetrável é gerar uma situação imersiva que cria uma tendência em habitar mais do que contemplar, possibilitando e fortalecendo a experiência estética.
A AIDS e o HIV têm impacto no organismo de um indivíduo, mas sabemos que esse impacto ocorre prioritariamente em outros tecidos sociais. Portanto, realizar uma obra que se baseia na vivência da AIDS e/ou do HIV exige que essa mesma obra seja também vivenciada.

A proposta é ativar esta problemática a partir de diferentes pontos de partida, provocando um cruzamento entre pensamentos, sentidos, sensações e abrindo mais um caminho para a arte como possibilidade de transformação.
O fruto deste diálogo está no processo e nas intervenções incorporadas na instalação A Batalha do Corpo. Juliana Curi e Maria Eugenia Cordero

Quando fui chamado para colaborar neste projeto o desafio que se presentou foi como pendurar 150 panos de uma maneira muito leve e estruturalmente invisível, para que essas camadas de tecidos possam ficar suspensas no espaço. Para isso reduzimos ao maximo as grades e a estrutura modular. Usamos tambem uma cor que fazia uma transição entre a estrutura da instalação e a estrutura do Centro cultural São Paulo.

Material: tecido gaze hospitalar
Técnica: tingimento artesanal e bordado
Medidas: 15m x 6m x 3m.


Ficha tecnica:

Concepção: Juliana Curi e Maria Eugenia Cordero
Artista convidada: Micaela Cyrino
Produção geral: Aninha barros
Cenografia: Leo Ceolin Estúdio
Foto: Rogerio Canella