Baseado nos fragmentos dos textos 'Um Sonho' e 'Inferno', de August Strindberg. A visão do autor de que a “mão do invisível”  conduzia suas ações durante a “crise inferno” é o eixo articulador do espetáculo, onde máquinas sonoras e fontes de luz funcionam de forma autônoma, impondo ritmos e ações. 

O espaço é ocupado por "situações ilhas" que se relacionam por desprendimento de partes de umas com as outras, como se num momento tivessem sido um mesmo organismo e uma grande força as fragmentou e separou. Deste modo há um deslocamento de matéria e partes de um móvel para outro.

É um mundo de objetos indeterminados, num processo de descaracterização da sua forma e função.


"Um senhor idoso, de olhos de urso, cinzentos e malvados, vem depositar ali caixotes vazios, placas de metal o outros objetos indeterminados." 

Inferno - August Strindberg.
A montagem explora visualmente a condição do ser artista, do abandono da zona de conforto em busca do desconhecido.


Ficha técnica:

Direção e adaptação:  André Guerreiro Lopes. 
Assistência de direção: Rafael Bicudo
Elenco: Helena Ignez, Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes e Eduardo Mossri e Gregory Slivar
Trilha sonora e objetos sonoros: Gregory Slivar
Cenografia: Leo Ceolin estúdio
Vídeos:  Carlos Pedreañez
Operação de luz:  Juarez Adriano
Produção: Joyce Nogueira
Duração: 75 min.